Uma parte principal do trabalho dum programador é chamado “debugging”, isto é, localização e eliminação das “bugs” ou falhas técnicas lógicas que não são perceptíveis ao computador. Faz-se isto por testar o programa, usando-se dados especialmente preparados e comparando-se os dados da saída com resultados corretos predeterminados. Semelhantemente, então, pode ver que a dependência total de um sistema de computação em seu programador é o resultado da completa falta de critério por parte da máquina. Esta maravilha eletrônica é, como certo instrutor de programação aptamente a chamou, um “mentecapto de alta velocidade”!
O computador seguirá cegamente as instruções, não tendo uma consciência que possa ser afligida por algo errado. Assim, um programador poderia fazer com que um computador tivesse “preconceito” por diversificar sua ação baseada em certas combinações de letras no primeiro e/ou último nome do peticionário. A porta também está livre para que um programador inescrupuloso oriente o computador em benefício próprio. O Times de Nova Iorque, de 3 de julho de 1977, indicou que os crimes, baseados em computadores, segundo se calcula, atingem agora US$ 300 milhões por ano (uns Cr$ 6.600 milhões), a média de apropriação indébita sendo de Cr$ 11.000.000,00!
É claro que um computador não poderá fazer mais coisas ou coisas melhores do que o homem; somente pode fazer algumas coisas mais rapidamente. É interessante que a revista Natural History tinha o seguinte a dizer, ao comparar o homem e o computador: “Escalonando os computadores hodiernos conforme seu maior tamanho, uma máquina equivalente ao cérebro humano, em capacidade de memorização, consumiria energia elétrica à taxa de um bilhão de watts — a metade da produção da Represa de Grand Coulee — e ocuparia a maior parte do espaço do Prédio Empire State. Custaria por volta de Cr$ 220 bilhões. A máquina seria prodigiosa inteligência artificial, mas seria apenas reles imitação do cérebro humano.” Esta revista também declarou: “Sob quase qualquer forma de cômputo, os cérebros eletrônicos mais poderosos do mundo são irremediavelmente inadequados em comparação com um décimo de um pé cúbico (uns 2.832 cm cúbicos) de massa cinzenta que reside no crânio humano.”

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